Governo de Rondônia
29/01/2023

FAQ

Governo do Estado de Rondônia

PERGUNTAS FREQUENTES REFERENTES AO COVID-19

Todas as dúvidas recorrentes dos gestores municipais relativas aos processos e procedimentos referentes a vacinas

 

  • Como funciona a distribuição de vacinas contra a COVID-19 no estado de Rondônia?

O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) recebe os lotes enviados pelo Ministério da Saúde (MS) que são armazenados na Central Estadual de Rede de Frio, e em seguida distribuídos para as Regionais de Saúde de: Ji Paraná, Cacoal, Vilhena, Ariquemes, Rolim de Moura e Porto Velho, que realizam o envio aos 52 municípios do Estado após receber os imunizantes.

 

  • Como deve funcionar o armazenamento das vacinas contra a COVID-19?

Com o objetivo de manter a confiabilidade da temperatura de armazenamento dos imunobiológicos nas unidades de rede de frio orienta-se o registro da temperatura em mapas de controle, no início e término do expediente.

Os sensores aplicados à medição devem ser periodicamente calibrados e certificados por Laboratórios de Calibração da Rede Brasileira de Calibração do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, de forma a garantir a precisão dos registros de temperatura (+2° a +8°C).

Em relação à promoção da garantia do desempenho dos equipamentos de armazenamento e das condições de manuseio dos imunobiológicos convenciona-se o uso de ar-condicionado nos ambientes. No que se refere à segurança do funcionamento dos equipamentos, recomenda-se o uso de geradores de energia elétrica, nobreak, ou ainda câmaras refrigeradas com autonomia de 72 horas ou em conformidade com o plano de contingência local.

 

  • Onde é possível checar, de forma pública, os dados da vacinação no estado de Rondônia?

No link a seguir, do portal da Agevisa, encontra-se publicado diariamente os boletins informativos sobre a situação atual da pandemia em Rondônia: https://rondonia.ro.gov.br/agevisa/
Também o link do Painel Covid do Estado, onde constam todos os dados estratificados sobre a vacina:  https://covid19.sesau.ro.gov.br/painel-vacinas

 

  • Qual é o aplicativo da carteira de vacinação da COVID-19?

Para acessar o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, o cidadão deve efetuar o download do aplicativo Conecte SUS em seu smartphone ou acessar o site: https://conectesus.saude.gov.br/home

 

  • As vacinas contra a COVID-19 são eficazes e seguras?

Sim, as vacinas autorizadas contra a covid-19 forneceram informações – provenientes de seus ensaios clínicos – sobre sua eficácia em prevenir a doença. Em seguida, as autoridades reguladoras nacionais (ARN) analisam esses dados para tomar uma decisão sobre as vacinas. Somente vacinas que se mostraram seguras e eficazes para prevenir a doença são aprovadas para uso na população.

 

  • Por que algumas pessoas vacinadas continuam sendo infectadas pelo vírus?

As vacinas contra a covid-19 são uma ferramenta fundamental para controlar a pandemia. A vacinação é um ato coletivo, de saúde pública: quanto maior o número de pessoas imunizadas, menos o vírus circula e menos pessoas são afetadas. Porém, nenhuma vacina é 100% efetiva para prevenir a doença. Sempre haverá uma pequena proporção de pessoas com a vacinação completa que ficará doente, no entanto os sintomas, provavelmente, serão leves ou ausentes nesses casos.

 

  • Qualquer pessoa vacinada pode desenvolver um caso grave de COVID-19?

Sim, mas há fatores que aumentam o risco. A ciência sabe há muitos anos, por exemplo, que qualquer vacina gera uma resposta imune menor em pessoas mais idosas. Isso não quer dizer que os mais velhos não estejam protegidos contra a doença, mas sim, que o organismo responde menos a um antígeno novo – uma característica que não se relaciona à vacina, em si, mas aos processos naturais do sistema imunológico. Isso vale também para pessoas com comorbidades e imunossuprimidas. Além disso, pesquisadores da USP descobriram que manter um estilo de vida fisicamente ativo contribui para turbinar a resposta imune induzida pelas vacinas.

 

  • O que mais deve ser feito para se proteger da COVID-19, mesmo já vacinado?

Enquanto o vírus SARS-CoV-2 estiver presente nas nossas cidades, com novas variantes surgindo, ele continuará sendo uma ameaça para a população. A circulação do vírus ainda é muito alta e, infelizmente, muitas pessoas ainda não completaram seu esquema vacinal. Por isso, além de tomar as doses recomendadas, respeitando o intervalo preconizado, é preciso continuar mantendo todas as recomendações sanitárias: manter o isolamento social, usar máscara e higienizar sempre as mãos com água e sabão ou álcool gel.

 

  • Paciente exposto à COVID-19 deve receber a vacina?

O período de incubação da doença é de aproximadamente cinco dias, o que torna improvável que a administração da vacina seja capaz de promover resposta imune e prevenir surgimento de doença em tão curto tempo.

A recomendação para aqueles expostos à COVID-19 é de que mantenham os 10 – 14 dias de quarentena antes de realizarem a imunização.

 

  • Um paciente recuperado da COVID-19 pode tomar a vacina?

Sim, o paciente recuperado da COVID-19 pode tomar a vacina. As pesquisas com as vacinas incluíram pessoas já expostas ao vírus (baseado nos testes de anticorpos) e a vacinação neste grupo foi efetiva e segura.

A ressalva é para os pacientes que receberam tratamento com anticorpos monoclonais ou plasma convalescente. Para estes, faz-se necessário aguardar o período de 90 dias, pois o tratamento com estes agentes é capaz de inativar as vacinas, tornando-as menos efetivas.

 

  • A vacinação pode ser iniciada com um tipo de vacina e na 2ª (segunda) dose ser trocada por outra de um fabricante diferente?

Não. A orientação é que o esquema vacinal seja continuado com o mesmo fabricante na primeira e segunda dose, respectivamente. O Ministério da Saúde não indica a vacinação com imunizantes de fabricantes diferentes entre as duas doses, uma vez que a garantia de qualidade, segurança e eficácia são baseadas nos estudos apenas com a mesma fabricante, não há como garantir o real benefício dessa medida e, além disso, também não há como prever seus efeitos nocivos à saúde.

 

  • Qual dose pode ser aplicada como dose de reforço (terceira dose)? Pode ser da mesma que foi utilizada nas duas primeiras doses?

Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, no estado de Rondônia todas as pessoas são vacinadas na terceira dose com o imunizante Pfizer (vacina de escolha), independente de qual vacina tomou na primeira e segunda dose. É a chamada intercambialidade, que está em franca utilização em todo o país.

 

  • Por que é importante tomar a dose de reforço? 

É importante que todas as pessoas que tomaram a segunda dose, recebam a dose de reforço para garantir a eficácia da imunização. A vacinação tem contribuído para a redução no número de internações por covid-19, registro de óbitos e para evitar a propagação do vírus.

 

  • O paciente pode receber as vacinas da gripe e da COVID-19 simultaneamente?

Não. A orientação é que seja respeitado um intervalo mínimo, tanto pré como após a vacina da COVID-19, de 14 dias para a aplicação de qualquer outra vacina, inclusive a da gripe.

 

  • Se o paciente estiver com uma doença aguda e com febre, poderá tomar a vacina?

Não. Na presença de febre nas últimas 24h está indicado o adiamento da vacinação até a resolução do quadro febril agudo.

 

  • A ingestão de álcool pode comprometer a eficácia das vacinas?

O consumo de álcool em excesso ou de uso crônico pode ser imunodepressor e deixar os indivíduos mais vulneráveis às infecções. O consumo moderado não interfere na resposta vacinal, porém a vacinação é considerada uma importante oportunidade para incentivar comportamentos positivos em relação à saúde da população.

 

  • O paciente poderá antecipar a 2° (segunda) e/ou dose de reforço de sua vacina?

O intervalo entre as doses da vacina contra a covid-19 deverá ser respeitado de acordo com o período indicado pelo Ministério da Saúde, para garantir a eficácia e segurança da sua vacinação.

As datas de aplicação tanto da segunda dose quanto da dose de reforço são bem administradas pelas prefeituras municipais no ato da vacinação, o que possivelmente impedirá o paciente de receber seu imunizante antes do período indicado.

 

  • Como a vacinação deve ser organizada a fim de evitar a transmissão da COVID-19 durante a ação?

Organizar os pontos de vacinação mantendo, quando possível e necessário, horário estendido, a fim de aumentar a oferta de imunização para horários alternativos, como hora do almoço, horários noturnos e finais de semana.

É importante organizar os serviços de modo que a vacinação não prejudique os demais atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS), incluindo a vacinação de rotina. Sugere-se, quando possível, a reserva de um local específico na unidade de saúde para administração das vacinas da campanha.

 

  • Quais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) devem ser utilizados no ato da vacinação?

A utilização de EPIs pelos trabalhadores de saúde envolvidos na vacinação contra a Covid-19 tem como objetivo a proteção destes trabalhadores, bem como a segurança dos indivíduos que serão atendidos. Nesse sentido, segue as orientações:

– EPIs recomendados durante a rotina de vacinação: máscara cirúrgica (obrigatória durante todo o período de vacinação, prevendo-se quantitativo suficiente para troca a cada 2-3 horas ou quando estiver úmida); protetor facial (face shield) ou óculos de proteção; avental descartável para uso diário ou avental de tecido higienizado diariamente;

– EPIs com possibilidade de uso eventual: luvas (não está indicada na rotina de vacinação, mas dispor de quantitativo na unidade somente para indicações específicas como: vacinadores com lesões abertas nas mãos ou raras situações que envolvam contato com fluidos corporais do paciente, e se usadas, devem ser trocadas entre os pacientes, associadas à adequada higienização das mãos).

 

  • Como constatar contraindicações antes da aplicação da vacina contra a COVID-19?

Recomenda-se que seja feita curta anamnese com o paciente para constatação acerca de alergias, histórico de Síndrome Vasovagal e possíveis sinais e sintomas de síndrome gripal e/ou síndrome febril aguda, antes da aplicação da vacina.

No caso de indivíduo com histórico de Síndrome Vasovagal, colocá-lo em observação clínica por pelo menos 15 minutos após a administração da vacina. Recomenda-se observar a presença de sangramento ou hematomas após uma administração intramuscular em indivíduos recebendo terapia anticoagulante ou aqueles com trombocitopenia ou qualquer distúrbio de coagulação (como hemofilia). Orienta-se pressionar o algodão no local da aplicação por mais tempo. Caso ocorra sangramento encaminhar para atendimento médico.

 

  • Como a vacina deve ser administrada no paciente?

A administração da vacina será pela via intramuscular (IM), no músculo deltóide, observando a via e dosagem orientadas pelo laboratório. Contudo poderá ser realizado no vasto lateral da coxa caso haja algum impedimento ou especificidade. Outra área alternativa para a administração será a ventroglútea, devendo ser utilizada por profissionais capacitados.

 

  • Quais instrumentos devem ser utilizados para a aplicação da vacina?

Serão utilizadas para aplicação seringas e agulhas com as seguintes especificações:  seringas de plástico descartáveis (de 1,0 ml, 3,0 ml, 5,0 ml);  agulhas descartáveis de para uso intramuscular: 25 x 6,0 dec/mm; 25 x 7,0 dec/mm; 25 x 8,0 dec/mm e 30 x 7,0 dec/mm.

 

 


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