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Monday, 20 de September de 2021

SAÚDE PÚBLICA

Laboratório Central analisa água consumida em Rondônia e faz barreira na fronteira

16 de junho de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Controlde de Qualidadeda Água -LACEN EM 09.06.15   (36)

Lúcia Fátima de Araújo entrega amostra de água para análise

Enquanto a servidora Lúcia Fátima de Araújo, 59, do Departamento de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Porto Velho entregava as amostras da água consumida na capital para análise no Laboratório Central do Estado (Lacen), outros técnicos dos 52 municípios rondoniense realizam as coletas em seus mananciais, poços e torneiras com o mesmo propósito – encaminhá-las para detectar se a água está própria ao consumo humano.

Segundo o farmacêutico Marcelo Arouca, gerente do Núcleo de Produtos do Meio Ambiente e Saúde do Lacen, o laboratório realiza um trabalho silencioso de monitoramento da água consumida no Estado de Rondônia, como estratégia de saúde pública e, assim, cumprir os termos da Portaria nº 2914/2011, do Ministério da Saúde, que regulamenta todo o processo e determina providência sobre o uso da água para o consumo humano, estabelecendo critérios e parâmetros de qualidade.

Nesse sentido, por força da legislação, toda água destinada ao consumo humano (chamada de água potável) e distribuída coletivamente por meio de sistema ou solução alternativa coletiva de abastecimento – poço artesiano ou boca larga -, deve ser objeto de controle e vigilância de qualidade. Os técnicos do Lacen explicam que pedidos particulares de análise de qualidade de água devem ser encaminhados à Vigilância Sanitária Municipal, e este órgão, se necessário, pede o apoio do Laboratório Central.

O diretor-geral do Lacen, bioquímico Luiz Tagliani, chama atenção da comunidade para a importância desse controle de qualidade, alertando que a contaminação da água nem sempre é perceptível à visão ou olfato, sendo necessária uma análise laboratorial para detectá-la. Daí a importância do controle microbiológico da água, já que ela se caracteriza como principal veículo de transmissão de bactérias, dentre estas os coliformes totais e termotolerantes, protozoários, vírus e fungos causadores de inúmeras doenças ao homem. Estes microrganismos são responsáveis pela ocorrência de diarréias, disenterias, hepatites, cólera, entre outras enfermidades graves, informa o diretor.

Técnica do Lacen realiza análise da água

Técnica do Lacen realiza análise da água

O trabalho do Lacen nesta área abrange todos os municípios numa dinâmica contínua de coleta e análise de amostras, que envolve um grupo grande de técnicos e especialistas do laboratório, para manter o nível de exigência e de qualidade da água consumida em Rondônia.

Segundo Arouca, atualmente, em função da enchente do Rio Mamoré, uma equipe da instituição está em Guajará Mirim (fronteira com a Bolívia) coletando e analisando amostras, numa atividade rotineira de monitoramento, típica de barreira sanitária, com o objetivo de prevenir o aparecimento de qualquer microrganismo capaz de prejudicar a qualidade da água potável e, principalmente, a cepa (tipo) do vibrião colérico, que continua sendo uma das maiores preocupações das autoridades rondonienses.

ANÁLISES

Importa esclarecer que além da potabilidade (análise para atestar se a água está boa para o consumo), o Lacen realiza também outras pesquisas, como as análises microbiológicas da água para verificar prováveis contaminações por microrganismos nocivos à saúde, a sua balneabilidade (se é apropriada para banhos), pesquisa de fungos em água mineral, análises da água usada em serviços de hemodiálise e, ainda, pesquisa de patógenos para esclarecer surtos de doenças que podem ser transmitidas pela água. Em breve o laboratório realizará as análises de presença de metais em águas potáveis, ambientais e de hemodiálise, e exames para identificar resíduos de pesticidas.

Segundo dados do Lacen, dos 52 municípios que enviam suas amostras para análise, o destaque é para Porto Velho, com o encaminhamento de 644 amostras, seguido de Machadinho do Oeste (327), Ariquemes (264), Presidente Médici (237), Espigão do Oeste (226), Jaru (219), Cacoal (201) Cerejeiras (157) e São Francisco do Guaporé com 138 amostras de água, o que revela a preocupação dos gestores desses e dos outros municípios com a saúde de sua população.


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Fonte
Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Admilson Knightz
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Água, Governo, Legislação, Rondônia, Saúde, Serviço, Servidores


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