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Wednesday, 27 de October de 2021

AMAMENTAÇÃO

Banco de Leite do Hospital de Base precisa de doadoras; coleta é insuficiente para atender demanda

24 de abril de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Banco de leite tem baixo estoque

Banco de leite tem baixo estoque

O Banco de Leite Humano Santa Ágata está precisando de novas doadoras. Dos 300 litros de leite que deveriam ser coletados por mês, estão chegando ao banco pouco mais de 120. Assim como a doação de sangue salva vidas, a de leite também pode salvar a vida de muitos internos na UTI neonatal e berçário do Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho.

O banco de leite é responsável pela alimentação de mais de 50 bebês dentro do próprio Hospital de Base. E a captação de doadoras é uma das atividades da enfermeira Isis Firmino. Diariamente ela visita o setor de obstetrícia em busca de novas voluntárias, segundo ela, muitas se oferecem e têm bastante leite, mas não podem entrar no programa por morarem no interior. “Tem que ser pessoas daqui da capital, onde semanalmente passamos para recolher o leite coletado”. Segundo ela, poucas mulheres têm procurado a instituição para doar, nem mesmo as da maternidade municipal participam.

Para ser doadora de leite basta se dispor. A candidata passa por uma triagem médica no próprio local, onde é verificada se está apta. A produção de leite que o banco quer de cada uma, é o que sobra do bebê da voluntária. “A prioridade é o filho, nós queremos apenas o leite que é desperdiçado durante a mamada ou no período de sono”, explica a enfermeira.

Após habilitada, a doadora é instruída quanto a coleta do leite em casa, a higienização necessária e o armazenamento. “Cada uma recebe um kit, que recolhemos semanalmente na residência da voluntária”. Ao chegar ao banco, uma amostra do leite é retirada e examinada para verificar algum tipo de contaminação. Segundo a enfermeira Isis, é raro a apresentação de qualquer tipo de contaminação, mas se a mesma ocorre, o material é descartado.

CONTRAPARTIDA

Os bebês das doadoras são acompanhados pela pediatra e pela equipe de enfermagem do banco de sangue durante o período que durar a doação. “Há crianças com um ano e que as mães continuam produzindo bastante leite e permanecem como doadoras”.

O leite captado pelo banco passa por alguns processos até a pasteurização. Uma equipe verifica o cheiro e se há algum tipo de sujeira no  produto. Descongela, resfria e coleta amostra para exame microbiológico. Pronto, o leite pode permanecer até seis meses aguardado uso, mas devido a escassez, o que chega tem sido usado com até 15 dias de armazenamento, ressalta Isis Firmino.

Internos da UTI neonatal dependem do leite captado pelo Banco

Internos da UTI neonatal dependem do leite captado pelo Banco

A clientela do leite são os recém-nascidos com baixo peso, pré-maturos,  com problemas gástricos, os bebês que passaram por cirurgias e todos os internados na UTI neonatal que tem capacidade para 24  leitos, todos continuamente ocupados, informou uma das enfermeiras da UTI.  Além disso, muitos que estão no berçário  também precisam do leite do banco. A quantidade servida a cada paciente obedece a prescrição médica e da nutricionista.

As mães cujos bebês permanecem hospitalizados extraem o leite com exclusividade para seus filhos, mas se a mãe tiver excesso e concordar, parte dele também pode ser destinado ao banco.  Atualmente 60  doadoras estão cadastradas, mas só 40 estão ativas, revela a enfermeira do Banco de Leite.

Além de leite humano, o Santa Ágata também aceita doações de embalagens de vidros com tampa plástica. É o material usado para coleta externa. Quem tiver interesse em fazer tal doação pode levar diretamente ao Banco de Leite, que funciona nas dependências do Hospital de Base.


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Fonte
Texto: Alice Thomaz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Assistência Social, Governo, Saúde, Serviço, Solidariedade


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