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INCLUSAO SOCIAL

Projeto Doutores Sem Fronteiras atende mais de 800 pacientes indígenas e ribeirinhos em Rondônia

25 de julho de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

Confúcio Moura recebe o Doutores Sem Fronteiras.

Com atividades desenvolvidas em duas etapas, durante quase 30 dias, o projeto Doutores Sem Fronteiras concluiu o atendimento odontológico e médico a 869 pacientes indígenas e ribeirinhos. Nesta segunda-feira (24) parte do grupo de 45 profissionais e estudantes que participaram desta edição do projeto esteve com o governador Confúcio Moura para apresentar um balanço das atividades e agradecer o apoio do governo estadual.

Foram 734 atendimentos em especialidades da odontologia e 135 atendimentos médicos. Na odontologia foram realizados 2.946 procedimentos e na área medica 193, totalizando 3.139 procedimentos.  Pela primeira vez Doutores Sem Fronteiras leva seu trabalho voluntário aos povos indígenas de Rondônia, estado com quem o fundador, o dentista Caio Eduardo Caseiro de Lima Machado, tem vínculo há 14 anos.

Em parceria com a Kanindé, Associação de Defesa EtnoAmbiental, o trabalho começou no início de julho nas aldeias de Lapetanha, do povo Paiter Suruí,  Terra Indígena Sete de Setembro e 623, etnia Uru-eu-wau-wau, até o dia 15. Depois a jornada seguiu para o Baixo Madeira, onde a equipe prestou atendimento odontológico à comunidade da reserva extrativista do Lago Cuniã e distrito de Nazaré. A população ribeirinha contou ainda com o atendimento do médico generalista Victor Andrade Maia.

O grupo, com trinta especialistas em áreas da odontologia como a ortodontia e endodontia, deixou a região ribeirinha no domingo (23).

“A gente não faz atendimento básico. 99% é atendimento especializado,” contou Caio Machado, citando procedimentos como tratamento de canal, reabilitação dentária com pinos de vidro, reconstrução coronária e cirurgias complexas.

Doutores Sem Fronteira nasceu em 2014, resultando de uma semente plantada muito antes, quando Caio Machado era estudante em São Paulo. Ele conheceu e começou a participar da ONG Napra (Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia) como voluntário. Após oito anos, já como dentista, foi convidado a coordenar a equipe de odontologia, criando raízes com o povo do Baixo Madeira.

Caio Machado explicou ao governador que o Doutores Sem Fronteiras levou às aldeias indígenas tecnologia de última geração. É a tecnologia CEREC, que consiste num sistema para restaurações de cerâmica com escaneamento da arcada dentária, modelagem e fresagem mediante software e hardware sofisticados. Segundo Machado, o sistema tem custo de R$ 350 mil.

“Não precisa de produto químico, se faz todo o planejamento da peça dentária na tela do computador, em imagens 3D”, disse Machado ao governador Confúcio Moura, acrescentando que o Doutores Sem Fronteiras mostra que é possível realizar um tratamento avançado em qualquer lugar, em regiões distantes.

O Doutores Sem Fronteira tem uma associação de mesmo nome, e o desafio de levar saúde bucal especializada às comunidades indígenas partiu de uma parceria sugerida por Ivaneide Cardozo, a Neidinha, da Kanindé, que ofereceu o apoio logístico para a equipe e hospedagem.

O governador Confúcio Moura quis saber de que forma o projeto é mantido. A associação tem ativistas e intercambistas, e todo o material é fornecido por empresas privadas que já conhecem o trabalho desenvolvido. Os ativistas contribuem com uma anuidade de R$ 250 reais.

”O que mantém a associação são os ativistas, que para Rondônia vieram com passagens pagas por eles próprios, vamos nos virando”, contou seu fundador.

Neidinha disse que o projeto chegou às comunidades indígenas porque foi possível juntar governo federal, através do Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena de Cacoal e Porto Velho; a Kanindé e prefeitura, que “arrumou a estrada porque senão ninguém chegava lá.”

“Conseguimos que a Secretaria da Educação do Estado desse a escola para fazer o atendimento, e a Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí fez a articulação com os indígenas. Isso demonstra que se a sociedade se junta consegue melhorar a qualidade de vida das pessoas. Este é o grande ensinamento dos Doutores Sem Fronteira”, disse.

O governador Confúcio Moura parabenizou pelo projeto e disse que o trabalho voluntário “é uma energia nova, diferente, que movimenta” as pessoas com vontade de ajudar outras. No Baixo Madeira, o governo contribuiu com barco e alimentação para a equipe.

No encontro estiveram Roberto Chaib Stegun, cirurgião-dentista, professor associado da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo; Felipe de Lima Machado, cirurgião-dentista, vice-presidente da Associação Doutores Sem Fronteiras; a dentista Carolina Maria Andrade; a estudante de odontologia do Centro Universitário São Lucas Vanessa Carvalho Sales; o medico generalista Victor Andrade Maia; Justino Alves e Igor Oliveira, engenheiro agrônomo.


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Fonte
Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Bruno Corsino
Secom - Governo de Rondônia

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Capacitação, Cultura, Evento, Governo, Inclusão Social, Rondônia, Saúde, Serviço


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