GOVERNO NAS REGIÕES
13 de abril de 2026 | Governo do Estado de Rondônia


O sucesso do café das Matas de Rondônia tem um ingrediente especial: respeito à floresta
A região Matas de Rondônia, situada entre o cenário amazônico e o cerrado é responsável por 75% da produção de café do estado, contribuindo para a conquista de Rondônia no 1º lugar em produção de café da Região Norte e no bioma amazônico; e do 5º lugar no Brasil. Produz um tipo de café único no mundo, cultivado com práticas agrícolas sustentáveis. A produção recebeu, em 2021, o Selo Indicação Geográfica (IG), do tipo denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o reconhecimento do sabor, qualidade e sustentabilidade do café das Matas de Rondônia.
O café produzido nas Matas de Rondônia é da espécie canéfora e é conhecido como ‘Robustas Amazônicos’, que se dá bem com o calor e altitudes menores do estado, ao contrário do arábica, outra variedade existente no Brasil, que se desenvolve em regiões com temperaturas mais baixas e montanhosas. O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral. Carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica.

O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral
A região Matas de Rondônia abrange 15 municípios localizados na região do Café, Vale do Guaporé e Zona da Mata do estado, estendendo-se por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada do Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contempla, também, seis reservas indígenas.
Segundo estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais, porém altamente produtivos, denominados de poupa-terra e, bastante frutíferos. Há muita floresta nativa no entorno (52% da área, sendo que 56% dela está em Terras Indígenas), o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’’. Além disso, a maioria dos estabelecimentos produtores de café foram classificados como de agricultura familiar, ou seja, é cultivado em pequenas propriedades.
CULTIVO FAVORÁVEL
O solo da região tem boa aptidão para fornecer nutrientes e a água para sustentar as lavouras, nutrindo os pés de café mesmo nos dias quentes. O relevo plano favorece a adoção de mecanização, o que ajuda a usar maquinários e tecnologias para dar precisão na adubação, irrigação e colheita. E, na época da colheita, a secagem dos grãos é no verão amazônico.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026. Este desempenho supera amplamente estados tradicionais, como o Espírito Santo (47,9 sc/ha) e a Bahia (44,6 sc/ha), produtores das duas espécies, canéfora e arábica. Levando-se em consideração apenas a produção de cafés da espécie canéfora (única produzida em Rondônia), o estado tem a segunda maior média do país, atrás apenas do estado da Bahia.
| Produtividade de Café por Estado (Safra 2026) – Quadro geral | ||||||||||||
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| Produtividade de Café Canéfora por estado (Safra 2026) | |||||||||
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Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare. O café é a terceira cultura mais importante do agro do estado. Ao se comparar as regiões com indicação geográfica, a Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média. Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare. Considerando a implantação de lavouras mais tecnológicas que iniciam a produção e do clima favorável, a expectativa é que, em 2026, supere a média de 70 sacas por hectare.

A cafeicultura na região Matas de Rondônia destaca-se como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima
SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA
Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse cenário, o sucesso do café das Matas de Rondônia tem um ingrediente especial: respeito à floresta. Um estudo inédito realizado pela Embrapa comprova a sustentabilidade da cafeicultura das Matas de Rondônia.
As lavouras de cafés Robustas Amazônicos sequestram 2,3 mais carbono (gás de efeito estufa que impulsiona o aquecimento global) do que emitem. Isso significa um saldo de carbono, retido nas lavouras de quase 4 toneladas por hectare.
Assim, a cultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar, aliada ao clima, provando que as famílias produzem com qualidade, respeitando a natureza.
O estudo está disponível neste link.
Saiba mais sobre a cafeicultura e sustentabilidade nas Matas de Rondônia neste link

Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026
Da região Matas de Rondônia brotam cafés premiados:
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REPERCUTIU NA MÍDIA A cafeicultura das Matas de Rondônia que despertou atenção da mídia nacional. Jornal Nacional: https://globoplay.globo.com/v/13998015/ |

O café das Matas de Rondônia carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica
CONCAFÉ E FEIRA ROBUSTAS AMAZÔNICOS
Para estimular a qualidade do café de Rondônia e a valorização da cadeia produtiva acontece nas Matas de Rondônia iniciativas que atraem o público nacional e internacional para conhecer melhor os Robustas Amazônicos. O Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café (Concafé), realizado pelo governo de Rondônia e que premia os melhores cafés do estado, com distribuição de prêmios por empresas privadas, passou em 2024 a ter em sua programação, a Feira Robustas Amazônicos, em parceria com a Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon). O evento reúne expositores, produtores, investidores e apreciadores, anualmente, no município de Cacoal.

Noite de premiação do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, realizado pelo governo de Rondônia, e que passou em 2024, a ter em sua programação a Feira Robustas Amazônicos, em Cacoal
ROTA TURÍSTICA DO CAFÉ
O café também é turismo nas Matas de Rondônia. A Rota Turística do Café fortalece o turismo rural e promove a cultura cafeeira. A rota foi criada pelo governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.512, de 21 de dezembro de 2022. Inicialmente, a rota percorria os municípios de Cacoal, Nova Brasilândia d’Oeste, Alta Floresta d’Oeste e Alto Alegre dos Parecis. Em janeiro de 2025, o governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.958, acrescentou mais municípios à rota, que atualmente passa por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada d’Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão do Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contemplando todos os municípios da região Matas de Rondônia na Rota Turística.

Propriedades dos Bento destaca-se na Rota Turística do Café na Matas de Rondônia
HISTÓRIA POR TRÁS DOS CAFÉS
A lavoura dos Cafés da família do agricultor Deigson Bento, em Cacoal é premiada nacionalmente e recebe uma quantidade impressionante de visitantes. Os avós são mineiros, foram para o Mato Grosso e de lá vieram para Rondônia atrás do sonho de ter uma terra para produzir. “As pessoas começaram a querer conhecer esse local premiado. Foi onde tivemos a ideia de abrir a nossa casa para as pessoas conhecerem. Iniciamos atendendo, em média, de 400 a 500 pessoas por mês. Hoje, com cinco anos de abertura ao público, passam mais de 2.500 pessoas por mês na nossa propriedade”, afirmou. A família recebe desde produtores e especialistas, a ‘coffee lovers’ e consumidores finais. Os visitantes conhecem desde a lavoura até a torrefação e, ainda podem degustar do que é produzido, no mais recente empreendimento da família, a lanchonete das mulheres com cafés especiais e produtos regionais, inclusive bolo de café. As visitas guiadas são gratuitas e podem ser agendadas pelo telefone: (69) 999780449.

A propriedade dos Bento em Cacoal impressiona por proporcionar qualidade de vida em uma área de apenas 12 hectares
O agricultor conta que o que mais impressiona os visitantes são os bons resultados em uma propriedade pequena. ”São 12 hectares onde vivem cinco famílias com qualidade de vida. Eles também se impressionam com o padrão de qualidade rigoroso e a saúde das plantas. O segredo dos cafés especiais é trabalhar com amor no que faz. Se você coloca amor, colhe sucesso. Temos café no sangue. Cuidamos com carinho porque o café que eu quero consumir é o mesmo que eu quero para o meu cliente. Além disso, quando vemos o governo e o produtor trabalhando juntos para trazer qualidade de vida aos que vivem no campo é uma grande vitória. Em poucos estados vemos a evolução e a união que temos em Rondônia. Essa união é um ingrediente importante na transformação da cafeicultura. Ano passado, recebemos um benefício por meio da Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon): duas secadoras estáticas que o governo nos gratificou para trazer mais qualidade ao café”, disse.
O CAFÉ PERFEITO
Um feito histórico para os Robustas Amazônicos foi conquistado pelo cacique Rafael Mopimop Suruí, com produção em terra indígena de Rondônia. Obteve a maior avaliação com a nota média de 95,11 pontos na 6ª edição do Concurso Tribos, em avaliação de nove especialistas, e celebrou o café perfeito ao receber, na mesma ocasião, 100 pontos do Head Judge, Silvio Leite, jurado técnico da qualidade dos cafés, conhecido como Papa do Café. “É a minha primeira nota 100 em café canéfora em mais de 40 anos de carreira; eu tenho três notas 100 em arábicas. É muito difícil chegar a essa pontuação, pois representam lotes que chegaram muito perto da perfeição. Neste caso, identifiquei uma grandeza de sabores espetacular, que pode ajudar produtores no mundo inteiro com este tipo de qualidade. É um café exemplar, perfeito”, disse o jurado técnico.

Marco histórico mundial para a espécie Canéfora: café Robusta Amazônico, produzido pelo cacique Rafael Suruí atingiu 100 pontos
O café com nota máxima é fruto de uma dedicação exemplar dos indígenas e do Projeto Tribos, baseado em três pilares: Protagonismo do Indígena, Proteção da Floresta e Produção de Cafés Especiais, desenvolvido por uma empresa parceira da Embrapa, Fundação Nacional do Índio (Funai), governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Câmara Setorial do Café e cooperativas indígenas locais. “Desde 1981, o povo Paiter trabalha com o café em Rondônia. O que antes era apenas para sustento transformou-se, por meio de parceria, numa busca por café especial. O resultado de 100 pontos que alcançamos é fruto de dedicação, amor e da preservação da nossa floresta. Esse café é orgânico, não usa agrotóxicos e valoriza o nosso protagonismo. Hoje, temos jovens baristas formados que fazem o curso e trabalham dentro da reserva, moendo e torrando o nosso próprio café. Isso mostra que o indígena é capaz de produzir com qualidade. Valorizar o nosso trabalho é valorizar o nosso território e o futuro das nossas gerações, provando que a preservação e a produção andam de mãos dadas”, destacou.

Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura, foi a ganhadora do melhor café de Rondônia no Concafé 2025
APERFEIÇOAMENTO
No 10º Concafé (2025), concurso que premia os melhores cafés de Rondônia, o topo do pódio foi ocupado por Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura. Com uma nota histórica de 90,38 pontos, a produtora provou que a persistência e o suporte técnico são os segredos para o aperfeiçoamento da produção. “O café entrou na minha vida por meio do meu marido; ele é um apaixonado por café e foi com ele que aprendi a gostar. Hoje, o café ocupa um lugar muito especial na minha vida e, por meio dele, alcancei várias conquistas e a realização de sonhos. Uma dessas grandes vitórias foi a criação da nossa própria marca, um sonho que estamos concretizando agora. Não sei nem como explicar a emoção de meu café ser o grande campeão. Ele foi feito como todo produtor que participa: com um grande amor pela lida. Acredito que o diferencial foi a dedicação total nos detalhes: o cuidado na hora da fermentação e a atenção na secagem foram os grandes segredos para o meu café atingir esse nível de excelência e ser premiado. Também gostaria de destacar o apoio que recebemos do governo do estado, que tem nos ajudado muito. Somos atendidos pela Emater-RO, que é o nosso suporte técnico aqui na ponta e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) que também está sempre presente e bastante prestativa, assim como a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron). Esse apoio do governo é fundamental para nós, produtores rurais e para o sucesso deste concurso.”
FLORADA DE AÇÕES CONJUNTAS
Em Rondônia é assim: florada nos cafezais e florada de ações conjuntas. Está brotando integração e o estado colhe um ambiente especial para a cafeicultura, com o governo de Rondônia de mãos dadas com os produtores, com as instituições de pesquisa e parceiros.

Governador de Rondônia, Marcos Rocha em uma propriedade exemplo na produção de café
Marcos Rocha | governador de Rondônia
‘’O que o governo de Rondônia faz é dar a mão para quem trabalha na terra por meio de diversas políticas públicas. A região Matas de Rondônia é uma área com uma produção impressionante de cafés premiados e apreciados no mercado global. Por isso, o governo investe em genética, novas tecnologias, assistência e visibilidade para que o mundo inteiro conheça o café das Matas de Rondônia e de todo o estado, pois traz a combinação perfeita da dedicação de uma gente trabalhadora e o cuidado com a floresta amazônica”, enfatizou.
Luiz Paulo | secretário da Seagri
”Esse café único de Rondônia vem da agricultura familiar, são mais de 17 mil famílias produtoras, inclusive é cultivado em aldeias indígenas abrangendo mais de 49 mil hectares plantados, onde a Mata de Rondônia é o berço dos Robustas Amazônicas. A cafeicultura rondoniense, em diversas safras, supera a marca de 3 milhões de sacas, o que equivale a mais de 20 bilhões de xícaras de café. Relevante em volume, qualidade e sustentabilidade, este cultivo contribui para a conservação da Amazônia”, frisou.
Hermes José Dias Filho | diretor-Presidente da Emater-RO

Enrique Alves, pesquisador da Embrapa em Rondônia
“Nosso papel na Emater-RO é garantir que a tecnologia chegue à ponta, na mão da agricultura familiar. Quando oferecemos assistência técnica gratuita e de qualidade, não estamos apenas ensinando a plantar café; estamos promovendo dignidade e sucessão familiar no campo. A explosão de produtividade que vemos, hoje, é o resultado direto de levar sustentabilidade e inovação para dentro das pequenas propriedades, provando que é possível ser altamente lucrativo respeitando a floresta”, salientou.
Enrique Alves | pesquisador da Embrapa em Rondônia
‘’Nossa pesquisa comprovou com dados científicos o que a gente já via no campo: a cafeicultura nas Matas de Rondônia é uma grande parceira da conservação. O produtor da região consegue produzir muito em pouco espaço, não há pressão para desmatamento. É um modelo de sustentabilidade, compatível com a floresta, que serve de exemplo para o mundo inteiro. Graças as tecnologias adaptadas à Amazônia, o estado produz um dos cafés mais genuínos e emblemáticos do mundo”, ressaltou.
Juan Travain | presidente da Caferon

Juan Travain, presidente da Caferon
“Os cafés das Matas de Rondônia, os Robustas Amazônicos, têm um gosto que vem da nossa história e do carinho que a gente tem com a terra. Esse selo de Indicação Geográfica é a prova de que o nosso café é único porque ele cresce abraçado com a floresta. Mas o que me deixa mais feliz é ver a união dos produtores. É o vizinho ajudando o vizinho para que a nossa cafeicultura seja reconhecida, um vibra com o sucesso do outro. Quando o mundo elogia o nosso café, ele faz menção a dedicação de cada família que acorda cedo e se dedica a produzir o melhor café”, disse.
PANORAMA DA NOVA FASE DA CAFEICULTURA

A renovação das lavouras passou a ser feita com mudas clonais de alta qualidade em uma união de esforços dos próprios produtores e do governo de Rondônia

Os melhores clones são selecionados por meio da parceria entre Sedec e Embrapa, que desenvolvem juntos a Rede Café, Projeto Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia, com a identificação dos melhores clones de Robustas Amazônicos

O governo do estado também promove treinamento constante dos seus técnicos, por meio da Emater-RO, com ênfase em novas tecnologias de produção, resiliência climática e sustentabilidade

Com o incentivo à qualidade, sustentabilidade e torrefação local através das agroindústrias, o lucro do Robusta Amazônico, um café especial na Amazônia, também aumentou, aumentando também a qualidade de vida dos produtores
GANHOU O MERCADO GLOBAL
Esse café saboroso e sustentável passou a ser apreciado além das fronteiras do estado. Ações do governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), garantiram mais visibilidade ao café no mercado global por meio de missões internacionais com a equipe do governo e produtores. Resultado: os cafés de Rondônia fazem cada vez mais sucesso no cenário internacional, com a conquista de recorde de exportações, de 2023 (6.709.535 kg Líquido) para 2024 (35.056.181 kg Líquido), um aumento de 422,48%, ou seja, cinco vezes maior, conforme dados da Sedec, extraídos do Comex Stat — plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reúne dados do Comércio Exterior Brasileiro.
E, em uma ação especial integrada com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a região recebeu, em 2023, 20 compradores de 11 países diferentes. E, de forma inédita, houve o Dia do Café de Rondônia em Londres, em 2024. Valorizado no mercado externo, em 2025 o destino do café de Rondônia deu uma virada: os estados brasileiros passaram a prestigiar as robustas amazônicas, ficando como a maior fatia da destinação dos produtos, marcando a consolidação do café rondoniense com apreciação por brasileiros e estrangeiros, pois o interesse internacional segue em alta.
O café de Rondônia deixou de ser uma commodity comum para se tornar um produto de alto valor agregado. A missão da Sedec é abrir as portas dos mercados nacionais e internacionais, conectando o sabor dos Robustas Amazônicos com os principais mercados do mundo. O reconhecimento do café como Patrimônio Cultural e Imaterial é o selo definitivo de que Rondônia é hoje uma potência econômica verde, onde o lucro e a conservação caminham juntos.
GALERIA DE FOTOS DAS LAVOURAS DE CAFÉ NA MATAS DE RONDÔNIA

Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil e o segundo maior na produção de robusta

Pesquisa mostra que a cafeicultura da região Matas de Rondônia absorve mais carbono que emite, comprovando que acultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima

Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido no bioma

Apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais, 52% da área são florestas nativas, sendo que 56% dela está em Terras indígenas, o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’’

Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare

Ao se comparar as regiões com indicação geográfica, as Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média

Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare

Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026

Secagem de café da lavoura do cacique Rafael Suruí

Lanchonete da família Bento na Rota Turística do Café

Lavoura do agricultor Ronaldo Bento, patriarca da família Bento

Estande dos Robustas Amazônicos na Semana Internacional do Café – SIC 2025, em Minas Gerais

Feira Robustas Amazônicos conecta produtores e investidores anualmente em Cacoal
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Fonte
Texto: Vanessa Moura/Infográficos: Paulo Silva/ Fotos: Enrique Alves
Fotos: Daiane Mendonça/Frank Néry/Ésio Mendes/Jessica Ocampo/Irene Mendes
Secom - Governo de Rondônia
Categorias
Agricultura, Agroindústria, Agropecuária, Alta Floresta do Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada do Oeste, Cacoal, Castanheira, Economia, Espigão do Oeste, Governo, Governo Fez e Faz, Indígena, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia do Oeste, Novo Horizonte, Políticas Públicas, Portal do Cidadão, Primavera de Rondônia, Região Café, Região Vale do Guaporé, Rolim de Moura, Rondônia, Santa Luzia do Oeste, São Felipe do Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, serviços, Sociedade, Turismo, Vale do Guaporé