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Saturday, 16 de October de 2021

SOLIARIEDADE

Fhemeron prepara programação especial para o Dia Nacional do Doador de Sangue

03 de novembro de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Fhemeron_Doacão de Sangue_18.09.15_Foto_Daiane Mendonça (2)O servidor público Bruno Fortes França, de 31 anos, já perdeu as contas das vezes em que foi doou sangue. Para a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), é um doador fidelizado, que se apresenta regularmente e cuida da própria saúde para poder servir. “O que faço ajuda a salvar pessoas, sei disto, mas abre a perspectiva de também ser socorrido se um dia necessitar”, avalia.

 

Pessoas como Bruno serão homenageadas no próximo dia 25, quando é comemorado o Dia Nacional do Doador de Sangue. A assistente social Maria Luiza Pereira, responsável pelo Núcleo de Captação, anuncia que será um dia muito importante para a fundação, pois os colaboradores serão recebidos para momentos de confraternização.

Os doadores eventuais e os fidelizados serão recebidos festivamente e homenageados. Eles ganharão camisetas, participarão de sorteio de brindes e terão um lanche diferenciado. “Precisamos enaltecer e agradecer pelo o gesto generoso destas pessoas”, diz a assistente social, a quem cabe a função de arregimentar novos doadores.

A Fhemeron recebe, em média, 70 doações de sangue por dia. É uma quantidade considerada satisfatória, mas exige empenho para que os estoques sejam mantidos com regularidade. O sangue tem prazo de validade, e, por conta disto, as bolsas precisam ser renovadas para que o atendimento seja garantido.

O crescimento populacional e o número de acidentes com motociclistas exigem estoque à altura da demanda e, para a Fhemeron, isto significa mais doadores. O último censo revela que a capital tem 500 mil habitantes.

Após passar por rigorosas análises nos laboratórios da Fhemeron, 400 a 500 bolsas de sangue são despachada, todas as semanas, para atender pacientes nos hospitais das redes oficial e privada.

VIDAS

O sangue doado ajuda a salvar vidas nas mesas de cirurgias e também de pacientes com doenças como leucemia crônica, que necessitam de transfusão regular do produto.

Segundo Maria Luiza Pereira, todos os doadores são importantes para a Fhemeron. O sangue é analisado e os dados do doador são incluídas num banco de dados. Com estas informações é possível atender pacientes com características específicas.

Mas são os doadores fidelizados que garantem o estoque regulado. Estes preservam a saúde e se resguardam para estar nas melhores condições quando forem doar. É o caso de Bruno França, que entrou para o time quando precisou fazer concurso. “Me disseram que doasse não pagaria a taxa de inscrição”, recorda.

Fhemeron_Doacão de Sangue_18.09.15_Foto_Daiane Mendonça (6)Bruno é pai de um menino de um ano e oito meses e a esposa está prestes a dar à luz uma menina. Como tem pais e avós vivos, sabe, agora, a importância da solidariedade que se traduz com 450 mililitros de sangue.

“Passei algum tempo sem doar. Tive gripe e infecção na garganta seguidas vezes. Mas, retornei à normalidade”, comemora. Embora não contabilize as vezes em que precisou prestar este serviço, Bruno destaca a noite em que foi chamado por ser um fenotipado. “Só depois fiquei sabendo o que isto quer dizer”, diz.

É fácil compreender a importância da descoberta de Bruno. Há organismos de doentes que, após receberem transfusão de diversas pessoas passam a produzir anticorpos para aquele tipo de sangue. A partir daí, é necessário que o doador tenha características que se identifiquem ainda mais com o doente. Estes são os fenotipados.

Bruno foi chamado porque tinha o fenopipo essencial para a sobrevivência do pequeno paciente. “Pensei no meu filho, penso na minha família. Pode chegar o momento em que um deles precise de sangue. Assim como me dedico, espero que encontrar dedicação também”, afirma.

O doador explica que esta contribuição tem mão dupla. A pessoa que doa agora pode ser beneficiada pelo mesmo doente no futuro. “Doar é mais que salvar uma vida. É salvar muitas vidas. Já imaginou quantos chefes de família podem cuidar dos filhos porque foram salvos pelo sangue de alguém que ele não conhece”, instiga.


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Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

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