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Thursday, 23 de September de 2021

Vale do Paraíso

Cresce número de agroindústrias familiares e estatísticas de fixação do homem no campo

16 de junho de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

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Os proprietários da “Agroindústria Familiar de Processamento de Café e Urucum Medalha” e de polpa de frutas “DJ” e “Apruc” receberam sábado (14) à tarde na zona rural, a 9 km da sede do município de Vale do Paraíso, os certificados do Programa de Verticalização da Agroindústria Familiar da Pequena Produção Agropecuária do Estado de Rondônia (Prove).

Com as novas autorizações de funcionamento e os selos de qualidade, os três empreendimentos podem comercializar e expandir a venda de café moído e polpa de frutas a todas as regiões do Estado. Aos proprietários das agroindústrias e produtores da região, o governador disse estar “decretado” em Rondônia que todo o café moído e a polpa de frutas consumidos nas escolas públicas deverão ser compradas, cumpridos os requisitos da legislação, das agroindústrias familiares.

Ele aproveitou também a presença dos prefeitos Luiz do “Hotel” (Vale do Paraíso) e Jacson Testoni (Ouro Preto do Oeste) ao evento, para pedir a adesão de todos os 52 administradores municipais à proposta.

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Estudos da Secretaria da Agricultura indicam que cerca de 400 indústrias de pequeno porte já foram credenciadas pelo programa na maioria dos 52 municípios de Rondônia. Com a vantagem de poder vender, internamente, seus produtos com total segurança para a saúde do consumidor.

A meta do governo, após a inauguração das três novas agroindústrias é fechar o ano de 2014 com a certificação de 700 agroindústrias, quase o dobro dos atuais registros. Na região de Vale do Paraíso três outras estão em fase de instalação e serão inauguradas nos próximos dias.

Os certificados são expedidos pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), que além da autorização de funcionamento concede ainda os selos de controle de qualidade emitidos pela Agência de Defesa Agrosilvopastoril (Idaron), Empresa de Assistência Técnica (Emater) e Vigilância Sanitária.

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Em Vale do Paraíso, os selos foram entregues em ato simbólico aos proprietários dos empreendimentos “DJ” e “Apruc”, da Linha 200, durante o ato de inauguração da Agroindústria de Café e Urucum Medalha, na Linha 202, lote 48, a 9 km da sede do município de Vale do Paraíso.

O município, de acordo com o anuário estatístico da Seagri, numa comparação dos indicadores de produção de 2012 e 2013, é o 22º maior produtor de café regional, com produção anual estimada em 690 toneladas.

 

Geraldo Efrem dos Reis, de 47 anos, proprietário da agroindústria Café e Urucum Medalha, afirmou que já recuperou o investimento inicial de R$ 30 mil. Agora é manter a qualidade dos produtos e continuar seguindo as orientações técnicas da Seagri e da Emater para aumentar a margem de uma das orientações, que ele diz fazer questão de seguir. É a construção do prédio a 20 metros, no mínimo, da margem da estrada e do curral do gado. Mas também tomou a iniciativa de plantar o próprio café que irá industrializar. “Este ano, plantei um hectare da espécie clonal. Com isso reduzo a quantidade de compra e ganho mais”, disse Reis.

Geraldo e a Renata Vilela do cafe

Geraldo Efrem dos Reis

Novos mercados

Já comprou, inclusive, um triturador com capacidade para moer 30 kg café por hora. Com a certificação poderá atender os mercados consumidores de outros municípios, além dos atuais onde já comercializa seus produtos como o setor local de Vale do Paraíso, laticínios de Ji-Paraná, Casas Rurais, Ouro Preto e distritos de Rondominas, Santa Rosa e Bom Jesus.

Reis conta que tudo começou por iniciativa da esposa, Renata Vilela, após torrar os primeiros 4 kg de café. A partir daí a procura aumentou e com a ajuda de muitos amigos e vizinhos, que chegaram até a ajudar na torrefação, chegou-se à fase da industrialização com a orientação dos órgãos do governo.

Torradeira de cafe (6)

O produtor rural tem condições de crescer e, de acordo ainda com Reis, avançar mais na industrialização de seus produtos. “Acredito que a agroindústria dá certo, é seguro investir e ninguém precisa ter medo, pois temos também os órgãos do governo que dão esse apoio”.

Adquire a maior parte do café em caroço dos próprios produtores locais. Por ano, cerca de 100 sacos de 60 kg. Lembra, no entanto, o cuidado com a compra de produto de boa qualidade. “Pago um pouquinho melhor, com base nos preços de Cacoal”.

 

Produtividade quintuplicada 

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Rondônia chegou a produzir cerca de 3 milhões de sacas de café por safra. Mas por falta de assistência técnica e de irrigação, a produção caiu para cerca de 800 mil sacas.

A partir de 2011, com os incentivos para irrigação das áreas de cultivo e de uma nova espécie de café produzida em laboratório pela Embrapa, uma das principais fontes da economia estadual começa a se recuperar e a meta para 2014 é a colheita de uma safra de 1,8 milhão de sacas.

 

O assessor da Sedes, Adilson Pereira explicou que a nova espécie de “café clonal” chega a produzir 130 sacas em um hectare por ano, com irrigação das áreas de cultivo. Antes, a média por hectare era de 12 a 20 sacas, acrescentou: “um novo cenário agrícola, no qual melhora a qualidade de vida do produtor e cresce o índice de fixação do homem no campo. É uma exigência de mercado”.

Arimateia adjunto da emater

Adilson Pereira

 

Participaram ainda do evento os secretários Márcio Félix, da Seas; José Arimateia Silva, adjunto da Emater; Maria Araújo da Silva, secretária executiva regional de Ouro Preto; o deputado Alex Testoni e dezenas de produtores e pequenos empresários da região.

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Comunidade participa de solenidade


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Fonte
Texto: Abdoral Cardoso - Decom
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Governo, Rondônia, Serviço


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